Laboratório de Estudos de
História Atlântica
das sociedades coloniais e pós-coloniais
O LEHA – Laboratório de Estudos de História Atlântica das Sociedades Coloniais e Pós-Coloniais, criado em 2013, constitui um espaço institucional voltado à sistematização, estímulo e difusão de pesquisas relacionadas ao vasto campo da História Atlântica. Reúne professores, pesquisadores e estudantes do Instituto de História da UFRJ, além de colaboradores de outras universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior.
Projetos do LEHA
Desde a sua fundação, o LEHA tem desenvolvido um conjunto amplo e articulado de projetos de pesquisa dedicados à história social da escravidão, do pós-emancipação e das experiências de liberdade no Brasil e nas Américas. Essas iniciativas abrangem temas como arqueologia histórica (de quilombos, plantations e cidades), cartografias da escravidão e da liberdade, cultura material, demografia histórica, fugas e revoltas escravas, etnogênese, gênero, raça, doenças, religiosidades e mundos do trabalho compulsório. Os projetos combinam investigação arquivística, análise de mapas e fontes textuais e imagéticas, escavações arqueológicas, estudos comparativos e abordagens quantitativas, articulando diferentes escalas — do local ao atlântico — e períodos que vão do século XVI ao XX.
Ao longo de mais de uma década, o LEHA consolidou uma rede interdisciplinar e interinstitucional, envolvendo programas de pós-graduação e centros de pesquisa no Brasil e no exterior, como UFRJ, UFMG, USP, UFBA, FIOCRUZ, Museu Nacional, Princeton University, entre outros. As pesquisas contam com financiamento e apoio de agências como CNPq, FAPERJ, FAPEMIG e IPHAN, e têm forte compromisso com a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, a produção de conhecimento crítico e a circulação pública dos resultados por meio de cursos, seminários, publicações e digitalização de acervos. Em conjunto, esses projetos afirmam o LEHA como um espaço de referência nos estudos sobre escravidão, liberdade, raça e trabalho em perspectiva histórica e comparada.
Atividades
Além de desenvolver e acompanhar projetos de pesquisa, dissertações e teses, o LEHA organiza seminários, colóquios, cursos e eventos acadêmicos e públicos que promovem o intercâmbio intelectual entre pesquisadores, estudantes e instituições do Brasil e do exterior. Esses espaços de debate e formação incluem encontros regulares de discussão teórico-metodológica, apresentações de pesquisas em andamento e atividades abertas ao público, fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade.
Ao incentivar a produção coletiva de conhecimento, a formação de novas gerações de historiadores e a difusão dos resultados de pesquisa por meio de publicações e plataformas digitais, o LEHA reafirma seu compromisso com a pesquisa colaborativa e com a circulação ampla do conhecimento histórico.
Com mais de uma década de trajetória, o LEHA consolida-se como um espaço de referência nos estudos do mundo atlântico, articulando passado e presente para repensar, de forma comparada e conectada, as histórias das Américas, da África e da Europa.
RUGENDAS, Johann Moritz (1802–1858).
Rio de Janeiro – Serra da Tijuca; Venda em Recife.
Par de litografias francesas sobre papel, s.d. 30 × 41 cm (cada).
Obras animadas com inteligência artificial (DeeVid IA).
Novidades

Lançamento da Coleção Espaços Mocambos pela Editora Cancioneiro
A Editora Cancioneiro lança uma coleção composta por sete volumes, coordenada por Flávio dos Santos Gomes (UFRJ), cujo objetivo é construir um panorama abrangente dessas experiências, com especial atenção aos períodos da escravidão e dos anos pós-emancipação.

Lançamento "O Vale dos Quilombolas: Repertório de fontes sobre Sergipe (SÉC. XIX)" (v. 1)
Organizado por Igor Fonseca de Oliveira (Unilab), a obra traz estudos introdutórios, comentários e um extraordinário repertório de fontes sobre a escravidão e as experiências de liberdade em Sergipe Oitocentista.

Lançamento "Ensaios sobre Arqueologia e História dos Quilombos e Senzalas, SÉC. XVII–XXI" (v. 2)
Organizada por Luís Symanski (UFMG) e Flávio dos Santos Gomes (UFRJ), a coletânea reúne estudos históricos e arqueológicos sobre mocambos e senzalas, abordando experiências em diferentes regiões brasileiras.

Em breve "Fontes para a História da Escravidão e dos Mocambos nos Sertões do Piauí (SÉC. XVIII–XIX)" (v. 3)
Organizada por Mairton Celestino da Silva (UFPI) e Rafael Ricarte da Silva, a obra traz uma ampla coleção de fontes sobre a história da escravidão e dos mocambos nos sertões do Piauí, entre os séculos XVIII e XIX.